Ele não acredita que a reciclagem de lixo e banhos mais rápidos resolvam o problema do meio ambiente. Também acha distorcida a ideia de que o uso de sacolas plásticas seja a chave para a salvação do planeta. Em um livro futurista, Walter Longo, mentor de estratégia do Grupo Newcomm, critica muitos dos conceitos atuais sobre o tema e reúne argumentos em “Os 7 erros do jogo da sustentabilidade”.

 Disponível em português e inglês, a publicação adota o tom controverso desde a capa: “o que ninguém viu ainda e as visões alternativas que farão a diferença”. Ele diz que as boas propostas devem surgir da criatividade, inovação e estrutura, e não de movimentos “leves” como os praticados atualmente. “Somente as inovações tecnológicas e comportamentais podem, efetivamente, proteger o planeta e todos nós”, escreve em um trecho.
Entre outras afirmações, o autor propõe um “rodízio de pessoas”, que também pode ser apropriado para o horário das refeições. Ele sugere menos concentração de pessoas para que as cidadades melhor aproveitem sua estrutura, ociosa em grande parte do dia. Mas Longo é totalmente contra a ideia de que as megalópoles são as vilãs desta história toda. “As grandes cidades possuem um acervo de informações que amplifica o raciocínio humano e aumenta as probabilidades de inovação”, argumenta.
A publicação é uma síntese de um projeto transmídia maior que busca estimular uma nova visão sobre como a quebra de paragimas e a inovação ajudam neste sentido.